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terça-feira, 21 de junho de 2011

Poema: Nada Sinto.

O que consegue ver em meus olhos?
Pareço-me triste ou feliz?
Já se pegou olhando para o nada?
Não consigo mais compreender aquilo que chamamos de vida.
Não consigo entender o motivo de tanta dor.
Mas essa dor não dói. Ela não chora. Ela não sente.
O labirinto da minha alma se formou, as paredes dos pensamentos se tornaram sólido.
Por que me olhais desta forma, como se não me reconheceste?
“Isto” é preocupação? Você me entende?
Se eu simplesmente ficasse quieto, conseguiria me entender, conseguiria ver a escuridão em meu coração?
Nada importa, nada sinto e nada desejo.
Este sou eu, uma carcaça vazia e um coração frio. Não há nada aqui a não ser palavras e frases avulsas.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Poemas: O Começo do Fim


Veja bem, eu gosto de você.
Você mudou ou a rosa desabrochou?
Essas feridas da vida, não quero mais...
Meu endereço és uma cidade proibida.
Não quero mais gostar de você.
Veja o fim do arco-íris. É o começo para mim.


Esse pequeno poema, foi produzido numa atividade no Curso de Letras da Faculdade. Tinhamos várias palavras aleatórias e nosso objetivo era formar um texto/poema que tivesse alguma coerência. E foi esse o resultado (^^). Os culpados pelo poema, em ordem alfabética, são: Eduardo (Eu), Eduardo Vicente, Fernanda e Paulo.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Poemas: Luz no Oriente


Luz no Oriente

Uma movimentação frenética.
Os filhos choram pelos cantos.
Os pais caem perante a Morte.
E as luzes da cidade se apagam.

Erguendo nossas cabeças, podemos ver a Luz.
Um fio de esperança em meio à escuridão.
Tão aconchegante, esse calor que nos preenche,
Mas ela parece não ter limites...

Um dia, nossos campos estavam lá.
No outro não.
Um dia, nossas vilas estavam lá.
No outro não.
Um dia, nossa população estava lá.
No outro não.

Dizem que a Luz encobre as sombras,
levando embora todo o mal que assola o mundo.
A esperança pela qual buscávamos,
não passou de uma Ilusão.

Um pássaro do Ocidente veio para o Oriente.
Em seu bico, um presente forneceu.
Aquela “Luz” de esperança.
Foi a nossa Destruição.
Hiroshima e Nagasaki, 6 e  9 de Agosto de 1945.

Eduardo Esteves dos Santos(Fulgor), 23/02/11.


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Poemas: Em seu quarto.


Em seu quarto.


Quantas pessoas você observa pela janela?
Quantos segredos guardou em seu coração?
Quantas vezes se senti sozinha?
Eu lhe prometo essa noite que, não lhe farei chorar.

Peço que abra seus olhos.
E veja o Círculo de Fogo sobre nossas cabeças.
Venha comigo atravessar o inferno.
E de lá, chegaremos ao tão sonhado paraíso

Quantas vezes você ascende e apaga as luzes?
Quantas vezes seu estomago embrulha?
Quantas vezes a escuridão invadiu sua alma?
E agora lhe digo, ainda estarei aqui.

Não quero que feche seus olhos.
Não apague esse lindo Círculo de Fogo.
Não sinta medo ao cruzar esse caminho.
Mas deixe-me ser seu guia pela eternidade.

Eduardo Esteves dos Santos(Fulgor). 18/02/2011.