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sexta-feira, 11 de março de 2011

Fanfics: Resident Evil - A Raposa Azul (Parte 6)


O Encontro no Metrô Parte 4 (Confronto)


As luzes piscavam, faíscas caiam sobre os olhos do Evoluído, que continuavam fixos, naqueles que seriam suas presas.

O tempo retrocede.
Aquele homem que aparentava ter seus trinta e poucos anos, corria para sua sobrevivência, todos aqueles que um dia ele chegou a amar, estavam mortos. Seu sangue gelara ao ver sua esposa ser atacado por canibais, ou como de costume, Zumbis. Ele não pôde fazer nada para salvá-la, apenas assistir quieto. Correr. Sua única alternativa, não havia mais nada ali que o segurara. As lagrimas pareciam não ter mais fim, remorso, culpa, medo e pânico... Como definir seus sentimentos em palavras? O homem chegara ao seu limite, uma saída, o metrô. Mas antes que pudesse descer pelas escadas fora atacado por um corvo, seu bico perfura seu pescoço, em seu bico uma pequena larva colocara dentro do corpo do homem que, por sua vez, com uma das mãos retira o corvo e o esmaga, um pequeno grito com seu último fôlego pôde se ouvir.
O homem acabara cambaleando até a beira da escada e por fim se descuida, suas pernas perdem as forças e acaba caindo da escada. As pancadas, ossos quebrando e o sangue da perfuração feita pelo corvo, nada doía mais do que a Larva devorando-o por dentro.
O fluxo sanguíneo levara a Larva para qualquer lugar em uma velocidade incrível, sempre despejando pequenos ovos minúsculos a cada veia que percorria, toda essa viagem pelo corpo humano tinha um objetivo, o coração. A partir dali, seu tamanho fora aumentando, ganhando forma. Ele não tinha rosto, mas sim formado por tentáculos que espalhara para todo o corpo, chegando a atingir o cérebro. Controle absoluto.
Aquele homem perdera sua vida, não passava de uma aberração que continuava a crescer, a evoluir.
Rayan parecia fixo com seu celular, as linhas estavam congestionadas, quando se depara com o Evoluído ao fim da plataforma principal. Rayan percebera que aquela criatura, gritando de dor e crescendo seu tamanho a cada segundo, não o reparara. Silenciosamente, leva o celular para suas costas e pressiona o botão End Call.
Bip.
Esse pequeno som quase imperceptível para um homem comum, fora mais que o suficiente para chamar a atenção do Evoluído.
- Mas que droga... – resmunga Rayan.

De volta.
Billy respirava levemente tentando controlar seus batimentos cardíacos, a chave para o sucesso seria sua calma, nada poderia dar errado. Seus olhos estavam fixos, não no Evoluído, e sim, atrás dele. Uma grande caixa de emergência contendo um machado que, normalmente, é usado quando acontece algum acidente e precisa cortar metais, quebrar janelas e salvar vidas. Suas vidas estavam em perigo e aquele machado os salvaria.
 Rebecca, por sua vez, estava um pouco mais aflita, pois jamais imaginara passar por tudo de novo. Será que uma vez envolvido com essa organização, conseguiria um descanso, uma paz? Ela não tinha a resposta para essa e outras centenas de perguntas, mas sabia que agora essa seria sua realidade.
As luzes continuavam a piscar, as faíscas causadas pelo curto circuito evaporavam do ar antes mesmo de chegar ao chão. O silêncio tomara conta do lugar.
Num único impulso, Billy tomara a dianteira, correndo contra o Evoluído. Antes mesmo de a criatura dar seu segundo passo, Billy já o alcançara, o Evoluído era grande e provavelmente muito forte, mas Billy era mais rápido e sua força...? Era o que descobriria a partir dali.
Usando todas as suas forças, seja das pernas, do tronco e do braço, Billy se chocara com a criatura tentando empurrá-lo contra a porta, mas não adiantara, o máximo que conseguira foi mover míseros cinco centímetros o Evoluído.
Os olhos da criatura eram negros, mas agora lentamente fora ganhando uma nova cor. Vermelho. O braço de Billy estava sobre o abdômen do Evoluído que, com uma das mãos, segura seu pulso esquerdo espremendo-o. Billy grita com todo ar de seus pulmões, a dor era incontrolável. A força daquela criatura era absurdamente superior a de um homem comum, ou até mesmo, do homem mais forte da Terra. Tentando reagir, Billy tenta puxar seu braço de volta, antes que se quebrasse, mas não adiantara, sua força fora se esvaindo. O Evoluído parecia querer mais, o prazer da dor humana era como música aos seus ouvidos, o grito, a dor e principalmente o medo, ele gostava dessa sensação de superioridade. Enquanto segurava Billy com sua mão direita, a criatura erguera o braço esquerdo, ele queria mostrar mais. Um tentáculo saltara para fora de sua mão, muito parecido como a habilidade do Nemesis, aquilo significativa somente uma coisa, o fim para sua vítima.
Sangue. Desde que o mundo é mundo o sangue é vermelho. Dizem que estamos vivos graças ao nosso cérebro e ao coração, mas sempre questionei esse pensamento. Tudo o que somos é graças ao sangue, ele quem faz a manutenção diária dos nossos órgãos, sem ele nada somos. Eu pude sentir esse mesmo sangue espirrando sobre o meu rosto, quente, vivo. Então, acaba aqui, antes mesmo de começar?”
Uma leve chuva de sangue esparrama por todo o vagão.

O vidro se quebra em vários pedacinhos e os cacos caem por todo o chão. A mão firme de Rayan puxa a alavanca, mas nada acontece. O trem continuava a seguir seu rumo se direção alguma.
- Não está funcionando? – Michele pergunta indignada – Por quê?
- A energia... – Rayan fica pensativo.
- O que?
- A energia – responde Rayan – Esse trem funciona a base de eletricidade e essa constante variação de energia afeta o funcionamento dos freios... Eu acho que é isso.
- Como assim, “eu acho”?
- Eu era cientista, trabalhava com genes, mas a ideia desse local é a mesma de um laboratório.
- Isso quer dizer que não vamos conseguir parar essa lata velha?
- Vamos procurar alguma coisa que possa conduzir eletricidade.
- E isso significa?
- ...Cabos.
- OK.

Algo pesado cai sobre o chão de aço, banhando-o com muito sangue. Billy se afasta e abre um largo sorriso.
- Funcionou, Rebecca.
Rebecca segurava firme com as duas mãos o cabo do machado e no ultimo segundo arrancara fora o braço direito do Evoluído com um único, e certeiro, corte. Uma gota de suor escorre por seu rosto, passando ao lado do olho direito, descendo pela maçã do rosto até chegar ao limite, o queixo. A gota cai. Antes que a gota de suor pudesse chegar a tocar o chão, o Evoluído acerta a boca do estomago de Rebecca que é arremessada a vários metros do lugar onde se encontrava. Seu corpo leve só conseguiu parar na parede.
- Rebecca! – Grita Billy.
O Evoluído ignora Billy e corre na direção de Rebecca, que mal conseguia se levantar, seu braço arrancado fazia uma trilha de sangue, com seu outro braço intacto, novamente da palma se sua mão joga um tentáculo contra ela e acaba preso no seu pescoço, mordendo-a com aqueles dentes horripilantes.
- Droga! – Billy percebe que o machado ficara ali ao seu lado. Mesmo com o pulso doendo ele segura o machado e parte para o Evoluído.
O movimento lembrava um arco-íris, que nascia de um lugar qualquer e terminava nas costas da criatura. A pele rasgara, o sangue espirrava, a lâmina do machado era afiada o suficiente para alcançar a espinha dorsal do Evoluído. Gritos. Billy retira a lâmina e desfere mais um golpe, e outro, e outro, outro. Uma sequência movida ao ódio. O Evoluído cai de joelho, suas forças pareciam ter acabado, o tentáculo cai do pescoço de Rebecca praticamente morto, mas Billy não o perdoaria. Com um golpe final, Billy decepara a criatura. A cabeça voa por uma das janelas do trem em movimento. O corpo morto da criatura cai e a luta terminara
- Rebecca, você esta bem?- Billy pergunta tentando levantá-la.
- Sim – o pescoço dela estava com umas manchas de sangue.
Billy passa a mão sobre a ferida e percebe algo estranho.
“ Não existe a marca dos dentes... ou melhor, esse sangue não é dela! “
Instantaneamente ele olha para o tentáculo que a mordera. Billy não acreditava, o tentáculo estava com um corte como se tivesse sido atravessado de dentro para fora.
“ Será que a Rebecca o matou? É bem provável, mas como?Eu juro que tinha visto a mordida.”
- Billy?- Rebecca percebe que ele estava pensativo e que algo de estranho o incomodava.
- Rebecca, o que aconteceu quando foi atacada?
- Eu só me lembro que estava tentando me levantar e...
- Rebecca! – grita Rayan correndo em sua direção – Você está bem?
- Sim...
A intenção de Rebecca era uma resposta completa, mas Billy lhe acerta um soco no rosto de Rayan.
- O que você fez com ela seu desgraçado? No que você a transformou?
- Eu não a transformei em nada.
- O que diabos é a Raposa Azul? – pergunta Billy mais do que nervoso.
- Como você conhece esse nome? Quem lhe contou isso?- Rayan ficara espantado ao ouvir esse nome sair da boca de Billy que mal o conhecera.
- Não importa Rayan Slovan... Mesmo se você não me contar, eu vou descobrir.
- Rebecca, vamos embora – Rayan não queria mais discutir com Billy.
- Não... Eu vou com Billy.
- Para onde?
- Para filial da Umbrella em Chicago – responde Billy.
- Então eu vou junto, eu não vou deixar a minha namorada, com um idiota.
- O que um bandido vai fazer conosco, nos matar quando não estivermos olhando? – diz Billy indignado.
- Billy, ele NÃO é bandido – Rebecca protegeu Rayan apesar de não saber o que ele tinha feito, ou acontecido, ela somente o amava.
Billy se sente surpreso ao ver a reação de Rebecca,e percebera naquele momento que ela estava em cima do muro. Em quem confiar?
- Ele te implantou um vírus e você o protege? É isso?
- Já falei que vou com você pra Chicago, mas eu não aceito que fale mal do
meu namorado – Rebecca encara Billy com um ar superior, ela havia mudado não era mais uma jovem indefesa.
- Faça o que bem entender. – Billy dá as costas e vai para outro vagão.
Rayan e Rebecca ficam abraçados.
- Que cena de ciúmes foi essa Coen? – Henry o aguardava no ultimo vagão.
- Eu sabia que ia estar aqui.
- Nossa, me sinto honrado. – com um sorriso calmo.
- O que é a Raposa Azul? – pergunta Billy sem enrolar.
- Já te disse tudo o que sei. – seu tom de voz era sarcástico, porém sincero.
- Não vou insistir – responde Billy.
Ambos vão embora em silêncio, mas alguém os observava pela janela do vagão de trás.

TRINNNN TRINNNNN
Um telefone toca, um corredor completamente sombrio se ascende...



Fim do Sexto Capitulo

quinta-feira, 3 de março de 2011

Fanfics: Resident Evil - A Raposa Azul (Parte 5)


                       O Encontro no Metrô Parte 3 (O Evoluído)

-... Ray?
-... Rebecca...? – Rayan se sente aliviado ao rencontrar com Rebecca, todo aquele sentimento bom por saber que sua amada continuava viva, mas logo depois seu tom de voz muda repentinamente e fica sério.
- O que você esta fazendo AQUI? Era pra você ter saído de Nova York há muito tempo.
- Eu estava preocupada com você... – responde Rebecca também aliviada por tê-lo reencontrado, porém um pouco aflita quanto ao modo de falar de Rayan.
- Não deveria, não aqui...
O trem começara a chacoalhar, fazendo com que todos perdessem o equilíbrio e quase caíssem.
- O que foi isso? – Billy grita indignado.
- Não temos tempo a perder, pare esse trem imediatamente! – diz Rayan dando ordens a Billy. Não importava o local ou a situação, Billy jamais deixaria alguém intimidá-lo.
- Com que você pensa que está falando?
- Isso não é hora pra discutir, ele esta... – Rayan é interrompido por outro forte tremor no trem, dessa vez um grito horripilante vem junto. Rayan completa a frase – Ele me alcançou...
- Quem? – pergunta Billy mais bravo que nunca.
- Um Evoluído.


Agora podia ver a criatura, mais de 2 metros de altura, ombros largos e deformados, com alguns ossos saltando para fora, as roupas em farrapos, sua pele era amarelada com um tom avermelhado, as veias inchavam por todo seu corpo, tentáculos estavam saiam de toda parte das costas, seu braços eram gigantescos, e os olhos completamente negros chamavam a atenção para seu rosto totalmente deformado.
Billy e os outros não conseguiram explicar qual era o pior som, dos gritos produzidos pela criatura ou do barulho agonizante de seus tentáculos.
A distância do evoluído, como assim chamavam-no, era de, exatamente um vagão.
Já conseguiam ver claramente o Evoluído de onde se encontravam.
- Ai Meu Deus do céu! O que é aquela coisa!? – Michele grita entrando em pânico.
- Bem vinda ao nosso “mundo” – responde Billy sem tirar os olhos do Evoluído.
- Ray, leva a Michele pra cabine de controle e tentar parar o trem agora! – Rebecca se impõe decidida ao lado de Billy.
- OK... Mas e você?
- Vou atrasá-lo. Mas vá rápido.
- Isso é perigoso Rebecca.
- Não se preocupe. Você não se lembra que eu era do STARS – Rebecca se vira para Billy com uma calma surpreendente – Então já tem um plano?
-... Não se preocupe... O show começa agora...


- Seu nome é Michele? – pergunta Ray a garota.
- Sim... - Michele responde educadamente, ela achava Rayan muito lindo.
- Venha. Não temos tempo.
Rayan segura a mão de Michele e os dois partem para a cabine.
- Hum... Você sabe como isso daqui funciona? – pergunta Michele olhando para o painel de controle do trem repleto de botões e alavancas iluminadas.
-... Não... – Ray olha impressionado para o local – Quem foi que ligou?
- Coen... – O ódio era evidente na palavra.
Rayan ao olhar em seu redor, percebe uma caixa de vidro escrito em vermelho “EMERGÊNCIA”
- Que tal isso? – pergunta Ray a garota.
- Uma ótima idéia.


O som do trem, de metal rasgando metal, começara a incomodar o Evoluído, seus gritos horríveis começavam a aumentar intensamente.
A fúria era tamanha que as paredes do trem ficavam destruídas com seus socos. Finalmente ele atravessa a porta e estava cada segundo mais perto de Billy e Rebecca.


-... Você entendeu? – Billy pergunta pra Rebecca sem tirar os olhos da criatura que acabara de atravessar a porta logo a sua frente.
- Sim... Mas não acha que é muito perigoso tudo isso sem seque uma única arma?
- E quando foi que a gente não correu perigo com nossos “amiguinhos”?
-... Nunca.
- Então vamos nessa!
Billy e Rebecca atravessam a porta, não havia mais volta. Agora todos estavam no mesmo vagão, dois contra um, uma batalha justa? Talvez não.


 
O evoluído olhava para os dois, sua maneira de agir mostrava que ele sabia que era mais forte do que eles, mas mesmo assim o som do trem continuava a incomodá-lo. Seus gritos voltaram com força total, seus murros destruíram novamente algumas janelas e bancos do local, fazendo com que a iluminação ficasse prejudicada. As luzes apagam e ascendiam constantemente.
Rebecca ao presenciar a cena começa a tremer, o medo ameaçava domina-la.
- Fica calma Rebecca, se você não agir conforme o combinado, não tenha duvidas de que estaremos todos mortos – Esse era o modo de como Billy consolava as pessoas ao seu redor, principalmente na situação onde se encontravam.
- Desculpe-me, nunca pensei que estaríamos nessa enrascada toda de novo – tinha funcionado, Rebecca parara de tremer e a coragem voltara aos seus olhos.
- Agora, esta preparada?
- Sim! – não havia mais medo
- Preparar... AGORA!
Billy corre em disparada contra o Evoluído, que por sua vez levanta os braços prevendo o confronto inevitável.


 
Na cabine.
- Uma ótima idéia – responde Ray, que fecha a mão firmemente e soca a caixa de vidro, um baque surdo pôde ser ouvido.
- Mas que M@#$@! – Ray berra, pois seu soco não foi forte o suficiente, e muito menos inteligente, para quebrar o vidro, sua mão latejava de dor.
Michele não sabia o que fazer ao ver a cena, se ria ou chorava, preferiu chorar.
- Você esta bem Ray?
- Sinceramente?
- Claro.
Antes que Rayan respondesse “que estava doendo tanto que ate seus antepassados sentiram a dor”, Ray percebe que, ELE era o homem, ELE que tinha que mostrar que ELE era o herói para Michele.
- Não se preocupe – respondeu Rayan – estou bem, mas por que esse vidro é tão duro?
- Deve ser por isso que tem aquele martelo em cima da caixa. – apontando para o objeto, responde Michele.
Rayan olha com uma cara de “uma menina de 14 anos é mais inteligente que um homem de 23”.
Ray se recompõe e pega o martelo, mas antes de quebrar o vidro, as luzes começaram a ascender e apagar repetidamente.
- O que está acontecendo? – Michele com medo abraça Rayan cheia de segundas intenções.
- Rebecca... – murmura Ray preocupado.

                   

Fim do Quinto Capitulo


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Fanfics: West Guns - A Lenda do Sobrevivente (Intro)

WesT GunS

Escrito por: Eduardo Esteves dos Santos (2008)

Os atos ocorridos em West Guns são divididos em: Fatos Reais e Fictícios.


Intro

"Nosso destino manifesto é de expandir pelo continente cedido pela Providência, para o livre desenvolvimento dos nossos milhões multiplicando-se anualmente (...) Os Estados Unidos possuem direito ao Território de Oregon, e esta reivindicação é por direito de nosso destino manifesto, de expandir e possuir todo o continente, sob a qual a Providência deu a nós para o desenvolvimento do grande experimento da liberdade e do governo federal entitulado a nós.”

1845 - Jornalista americano John L. O'Sullivan.

A guerra mais importante que ocorrera nessas terras sem duvida fora a Guerra Mexicano-Americana, ocorrida em duas datas. Em março de 1836, deixando assim o Texas indpendente, mas nove anos depois em 1845 o Texas foi oficialmente anexado pelos Estados Unidos, fato que enfureceu o governo mexicano, cortando relções políticas e comercias com os americanos. Tendo em vista o fato que acabara de ocorrer com o Texas, o governo americano porpôs aos mexicanos a compra da Califórnia, que por sua vez recusou a vender a região para os americanos. Em maio de 1846, o Congresso americano declarou guerra contra o México. Os Estados Unidos derrotaram o México, que foi incapaz de resistir ao ataque das forças americanas, graças à falta de recursos e por causa de um comando dividido. Sob os termos do Tratado de Guadalupe Hidalgo de 1848, o México cedia oficialmente aos Estados Unidos o Texas, a Califórnia - Estados mexicanos que tornaram-se territórios americanos. O Texas e a Califórnia seriam rapidamente elevados à categoria de Estado americano.
Nessas mesmas regiões ocorrera a maior aventura que essas terras já vira. Um homem capaz de mudar a forma do mundo com sua persistência, com seu caráter, seu passado, seu presente e seu FUTURO. Muitos nunca descobriram o que realmente esse homem passou, mas todos sabem que algo aconteceu em 1856, esse algo mudara a vida de todos. Através desse homem crianças se tornaram adolescentes que se tornariam adultos e que morreriam com suas próprias vidas...
Um ano que, para quem esteve jamais esquecerás e que a história seria passada de geração a geração até que um dia ela se perdesse na memória para nunca mais ser lembrada...
Mas antes de qualquer fim, existe um começo... Um começo onde lendas transformavam homens aventureiros por uma terra sem dono. A época que muitos chamavam de West Guns..”
. “A LENDA DA WEST GUN.”


Intro FIM.

Fanfics: Resident Evil - A Raposa Azul (Parte 4)

O Encontro no Metrô Parte 2 (Nemesis)

- Agora me deixe contar a historia desde o começo. – disse Rebecca num tom muito preocupante.
 “Depois que nos separamos fui para aquela Mansão que tinha te falado, lá tive os mesmos problemas que enfrentamos juntos, senão os piores, aquela mansão era um laboratório, onde a Umbrela fazia seus experimentos. O T-virus foi criado naquela mansão, lá descobrimos... a sim, você não os conhece. Chris, Jill e Barry todos os membros do STARS, descobrimos que havia um traidor entre nós e seu nome era Albert Wesker.”
- Quem é esse cara – interrompeu Billy
“Ele trabalha no STARS, líder do esquadrão Alpha, mas na verdade ele era um agente duplo da Umbrella ou algo do gênero, pois quem descobriu isso foi Chris e a Jill.
Quando Chris e Jill acabaram com o Tyrant, nós voltamos para Raccoon City, mas acredite, não foi fácil. Chris foi para a Europa investigar o QG da Umbrella, Jill voltou para sua rotina de trabalho e eu também.
Dois meses se passaram e o vírus invadiu a cidade, Raccoon City morreu naquele dia...
Como a Umbrella sabia que tínhamos sobrevivido, ela criou o projeto NEMESIS esse projeto foi feito exatamente para nós, os membros restante do STARS, e por culpa do destino ele me encontrou...”


Nemesis estava frente a frente com Rebecca, eles se encontravam num prédio próximo de uma floresta em Raccoon City.
- STARS... - a voz de Nemesis era tenebrosa, transmitia o horror de suas vitimas.
Rebecca olhava de cima abaixo apavorada.
- Está de brincadeira – murmura a jovem tentando controlar o pânico que ameaçava-a.
Nemesis tenta agarra-la com um braço mas Rebecca desvia por pouco. Sem pensar duas vezes, Rebecca começa a correr desesperadamente, seus pensamentos estavam estampados no rosto contraído pelo medo.
“ Só pode ser brincadeira, da noite pro dia os zumbis dominam Raccoon, e agora esse bicho que só sabe ficar repetindo STARS está me perseguindo... Chris foi para a Europa e Jill...? Será que ela está bem? É melhor não pensar nisso agora...”
Nemesis começa a caminhar com passos largos fazendo com que o prédio ficasse pequeno para ele.
- STARS...- repete a criatura, ele ataca Rebecca dessa vez não houve escapatória o braço de Nemesis a atinge, ela é arremessada a 6 metros dali, onde já não havia mais nem prédio nem janelas onde pudesse se segurar. A única coisa que a aguardava era a queda.
- AHHHHHHHHHH
*SPLASHH*
Rebecca por sorte cai numa piscina, não houve muita dor, somente um forte impacto da queda do terceiro andar e o poder de força da criatura que a atingira. Segue até a margem e sai da piscina, com a mão sobre o estômago, onde a criatura a acertara.
Ao olhar para cima vê Nemesis.
- Será que ele nunca desiste? – diz indignada.
O fraco sol da manhã é tapado pelo gigantesco corpo da criatura, ao cair no chão seu peso faz que com que alguns tijolos do chão sejam quebrados... ele estava atrás de Rebecca.
- STARS !! – segurando Rebecca pelo pescoço com a mão direita, à esquerda ele apóia sobre seu abdômen, um tentáculo atravessa o corpo de Rebecca, seu grito de dor é insuportável o sangue escorria pela ferida e descia por suas pernas, os olhos estavam lacrimejantes e a dor fazia seu corpo inteiro arder e se
contorcer para se livrar daquele sofrimento, a dor era insuportável. O tentáculo se mexia dentro da ferida abrindo ainda mais fazendo com que mais sangue escorresse. Rebecca já não podia mais suportar aquele sofrimento apenas desejava que tudo acabasse logo, ela sentia as lágrimas salgadas escorrerem pelo rosto.
Um som e depois algo acerta o braço de Nemesis, fazendo com que soltasse Rebecca. Rayan estava com uma Shotgun saindo fumaça pelo cano.
- Sai de perto dela Nemesis – sua voz era firme e autoritária como se estivesse dando uma ordem para aquele gigantesco monstro.
- STARS!! – a criatura grita mais alto que nunca.
- Vá atrás de Jill Valentine, eu acabo com a Chambers.
Nemesis observa Rayan e volta a olhar para Rebecca, já não havia mais sinal de vida naquele corpo. A criatura  ainda para confirmar a pega de novo com uma mão e arremessa contra uma parede, um forte som de impacto se deu para ouvir, junto a esse som, ouvira outros sons, de como se ossos estivessem sendo quebrados. Ao fazer isso ele vira de costas para Rayan e vai embora atrás de sua próxima vítima. Os pesados passos vão sumindo conforme a distância.
Rayan se aproxima lentamente do corpo de Rebecca, ela já não respirava mais.
- Que bom que cheguei a tempo, o corpo ainda esta quente – rapidamente ele tira uma seringa com um liquido azul e injeta em Rebecca, depois disso ele conclui. – Tomara que funcione...

- Esse final eu não me recordo, pois acredito que já tinha perdido a consciência quando ele me soltou... Talvez eu estivesse morta naquela hora... – de volta ao metrô Rebecca continuava contando sua história.
- Morta... Agora eu estou entendendo menos ainda... Mas o nome do seu namorado é Rayan? – Pergunta Billy calmamente, e curioso com a resposta.
- Sim na época ele ajudava nas pesquisas do tal Willian Birkin, Rayan me deu uma nova vida, mas isso teve um preço... Esse preço é saber que estou viva graças a uma invenção da Umbrella... – O final da frase, sai num tom melancólico.
- Então seu namorado, trabalha para a Umbrella? – pergunta Billy desconfiado.
- “Trabalhava” seria a resposta certa... Depois daquele incidente, fiquei desacordada por três semanas. Quando dei por mim já estava aqui em Nova York. Ele me contou toda a história, mas não quis me dizer qual o nome do vírus que me implantou...
- Então por que confia nele...?
- Por quê? Simples, apesar de tudo isso que aconteceu, ele sempre foi sincero comigo e sempre me entendeu, e realmente gosto dele – a voz de Rebecca soava num tom de certeza do que tinha falado. Billy não podia duvidar dela, depois do que tinha lhe contado, ele teria que confiar nela, mas não confiava nele.
-Acho que eu tenho que te contar. - Diz Billy num tom sério.
Michele apenas observava a conversa sem entender muito, quando escuta uns barulhos estranhos, som de algo pesado andando pelo metrô.
- Vocês ouviram...?
- O que? - diz Rebecca tentando entender a menina.
- Esse som...

Uma pessoa corria dentro do metrô, não dava para ver seu rosto, o capuz do, sobretudo o encobria. O metrô em movimento fazia uns sons estranhos. Uma sombra perseguia a pessoa oculta, seu tamanho era quase a do trem. Uma porta se abre e alguém encapuzado da de cara com Rebecca, Billy e Michele.
Todos se voltam assustados para a pessoa misteriosa e a voz de Rebecca quebra o silêncio.
-... Ray?!
Rayan tira o capuz.
- Rebecca...? - Rayan estava suado, pois alguma coisa o andava perseguindo. – O que ainda faz por aqui?!


Fim do Quarto Capitulo

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Fanfics: Resident Evil - A Raposa Azul (Parte 3)

        O Encontro no Metrô Parte 1


A cena estava feita, Billy olhava para a garota de cima a baixo, ele havia encurralado ela definitivamente ela não tinha como sair dali.

- Agora presta atenção...

- Eu não vou escutar um assassino! – respondeu a garota em tom de ameaça.
- Se não me ouvir jamais saberá a verdade. - O tom da voz de Billy era muito serio.
Rebecca se aproxima dos dois e olha com ternura para a pequena, mas nada frágil Michele.
- Escuta Michele, Billy não é um assassino – diz Rebecca tentando acalmar a garota – ele não matou seu pai.
- Você esta acobertando ele de novo – a garota olhava para Rebecca cheia de ódio – você é uma falsa.
- Fique fora disso Rebecca – disse Billy muito serio – Agora me escuta garota. Naquele dia quando eu estava sendo transportado...
Michele começa a gritar para que não ouvisse Billy, tapou os ouvidos com as mãos e seus gritos invadiram todo o cômodo, a garota estava fora de si. Billy pareceu não se incomodar com isso apenas aumentou o tom de voz e continuou a falar.
- Houve um ataque de...

Uma mãe e seu filho corriam dos zumbis, valia lembrar que apesar de serem zumbis eles não eram decompostos, apenas sai sangue de seus olho, o sol clareava a cena deixando tudo mais fácil de conseguir enxergar.
- Mamãe eu estou com medo – diz o garotinho choramingando
- Não se preocupe meu filho – responde a mãe querendo acalmar a criança – nada vai acontecer com você.
Eles continuavam a correr, quando uma sinistra sombra esconde a luz do sol.
- Mamãe o que é aquilo? – pergunta o menino assustado
Ambos olham para cima e vêem uma nuvem negra vindo em sua direção
- Aquilo são... CORVOS?! – A mulher grita aflita.
Os corvos atacam os dois, o negro de suas penas se mistura com o vermelho sangue de suas presas.
Quando os corvos já não tinham mais o que tirar de seu banquete os gritos de Michele logo ali naquele prédio, chama a atenção deles, que seguem em direção ao prédio e aos gritos.


O vidro se espatifa em milhões de caquinhos e uma revoada de corvos invade o prédio e todos são atacados.

- CORRAM! – Billy grita para as duas.
Ele puxa Michele pelo braço descendo com Rebecca as escadas logo em frente, o desespero dos três aumenta a cada degrau, os corvos seguem suas presas cortando caminhos entre os vão das escadas e os seguindo mais atrás.
Alguns corvos atacavam Billy que os socava, eles eram frágeis, mas estavam em grande quantidade.
Do quinto andar onde estavam até o térreo o caminho nunca parecera tão comprido. Enfim eles conseguem sair.
Michele olha para trás os corvos pareciam fazer uma espiral ao redor do prédio.
- Por aqui – grita Rebecca – Vamos para o metrô.
Os dois concordam e saem correndo atrás de Rebecca que ia em direção ao metrô... Sim o metrô parecia ser uma ótima idéia.


Os portões do metrô de Nova York são fechados, a grade impedia a entrada dos corvos, todos estavam aliviados.

Rebecca e Billy olhavam cansados para Michele que caminhava muito a frente deles descendo as escadas.
- Quando você vai contar a ela sobre o ataque? - pergunta Rebecca.
- Não sei. Você já reparou que toda vez que começamos a falar de um assunto sério somos interrompidos?
- Sim – Rebecca ri ao ouvir isso – Até parece uma maldição.
Ambos caem na gargalhada.
Michele olha para trás observando os dois seus pensamentos eram muito claros. “Coen e Chambers rindo numa situação dessas. Eles são da mesma laia, e eu vou mata-los quando menos esperarem.”
Billy depois do ataque de riso volta a falar serio.
- Bem o que acha de pegarmos um metrô e darmos o fora daqui?
- Acho uma ótima idéia – responde Rebecca.
Os dois se levantam e vão ate Michele.



- Ok... E a energia? – Michele pergunta num tom cínico, olhando para Billy e Rebecca que estavam na frente na frente do metrô.

- Pelo menos, aqui não tem... – Billy  pulou colocando a mão na boca de Rebecca impedindo que ela terminasse a frase.

- Já conversamos sobre esse assunto – diz ele para Rebecca, realmente ele estava desesperado.
- Do que vocês estão falando? – Michele pergunta entrando na conversa.
-... Nada – respondem ambos com um sorriso no rosto.
- Rebecca – diz Billy de volta ao tom normal – cuida da nossa “menina cabeça dura”. Vou lá dar um jeito nessa energia.
- Quem é “menina cabeça dura “? – pergunta Michele indignada.
- Olha o chapéu serviu direitinho, né? – Billy sai soltando altas
gargalhadas.
- Coen seu maldito!
O grito de Michele ecoa por toda a estação, ate chamar a atenção de um vulto na escuridão.


Caminhando com cautela e silenciosamente pela estação do metrô, Billy chega até uma porta onde vê escrito “Entrada permitida somente para funcionários”. Sem pensar duas vezes Billy entra no lugar.

- Nossa – diz Billy baixo para si mesmo na escuridão – impressão minha ou esta ficando cada vez mais escuro?
- Impressão sua – responde uma voz saindo das trevas assustando Billy pra valer.
- Quem esta ai? Apareça.
Henrry sai da escuridão mostrando seu corpo suas veias estavam mais saltadas sob a pele mais branca do que no último encontro.
- Henrry? O que faz aqui?
- Vim te avisar de um perigo maior – responde simplesmente o zumbi.
Billy fica apreensivo tentando imaginar que perigo maior seria esse.
- Aquelas garotas com você.
- Sim Rebecca e Michele.
- Isso, uma delas tem algo que realmente me da medo – responde um zumbi com um semblante misterioso.
- Como assim? – pergunta Billy sem entender nada.
- Quando vocês estavam conversando no prédio, eu senti algo realmente assustador.
- No prédio? – Billy não estava entendendo mais nada – Você estava-nos seguindo.
- Sim
- Affs – diz Billy tentando não ligar pra isso naquele momento – Enfim, que seja, uma delas esta contaminada é isso?
- Eu não disse nada sobre contaminação – responde o zumbi – falo sobre uma presença maligna digamos assim – e continuou num tom misterioso – não tire os olhos delas.
- Esta bem, farei isso.
- Pode ir, eu ligo a energia pra você.
Billy sai da sala fechando a porta atrás de si. Mas uma coisa não saia de sua mente Henrry andara observando o tempo todo.
As luzes na plataforma do metrô começam a se ascender gradativamente.
- Pelo menos ele não é mentiroso.



Rebecca e Michele vêem as luzes do metrô irem se ascendendo. 

- Bom vamos entrar? – convida Rebecca gentilmente.

Mas a garota simplesmente olha para Rebecca assustada.
- O que foi Michele?
- Seus olhos... Estão...
- O que tem meus olhos? – pergunta Rebecca alarmada. 

- Eles estão... Amarelos... – Michele estava mais do que apavorada, estava em pânico.



Fim do Terceiro Capitulo

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Fanfics: Resident Evil - A Raposa Azul (Parte 2)

                                       A morte acompanha a todos.



- Billy! – grita Rebeca com um largo sorriso estampado no rosto.

- O próprio – responde Billy Coen com ar de superior – e olha que nem mudei o visual.
Rebecca se atira nos braços de Billy recebendo um abraço mais do que desejado.
- Como você chegou aqui?
- Não é tempo pra papo furado. Você já sabe o que está acontecendo?
- A única coisa que sei é que a Umbrella está atacando novamente, e os nossos velhos amigos zumbis estão de volta.
- Engano seu, esses não são nossos velhos amigos.
- Como assim?
- Esse é um novo vírus...
A fala de Billy foi interrompida por um som assustador.
- Esse som é de um...
Billy e Rebecca olham para trás assustados.




Dentro de um avião que sobrevoava a cidade de Nova York, um piloto conversava com seu co-piloto alarmado. 

- Mas o que está acontecendo com essa cidade? Ela está um caos completo, perdemos a comunicação com a torre... Hey Lee você ta me ouvindo?
Quando o piloto olha para o amigo, vê que de seus olhos estavam caindo lágrimas de sangue.
- Ai meu Deus!
Lee avança sobre o piloto que perde o controle da aeronave, e bate uma das asas num dos arranha-céus de Nova York. 
O avião estava condenado.


Billy e Rebeca olham apavorados para o avião, vindo em suas direção. 

- Corre Rebecca! – grita Billy em meio ao barulho produzido pelo avião.
Os dois partem em disparada, o avião bate a ponta no chão, acertando algumas pessoas, o som produzido pelo impacto é estrondoso, o impacto fora tão forte que a ponta do avião se levanta e faz ele virar; Billy e Rebecca estavam exatamente embaixo da ponta do avião, ele continuava a cair.
- Billy e agora? – grita Rebecca desesperada
Rapidamente ele analisa a situação. Um avião em cima de suas cabeças e nenhum beco, nenhuma saída, somente janelas... JANELAS.
Billy puxa Rebecca pelo braço e vão em direção há uma das janelas do prédio.Eles se arremessam para dentro ouvindo o estilhaçar do vidro, Billy usa seu corpo para proteger Rebecca. O avião bate no chão e explode as chamas engolem o prédio, matando dezenas de pessoas que estavam dentro e fora dele.


Quatro horas depois da explosão, a cidade já estava completamente entregue ao caos absoluto, prédios, carros, corpos, sangue e zumbis espalhavam-se por todos os lados da cidade, todo tipo de cena trágica podia se ver. Nova York era uma cidade morta.

Numa sorveteria parcialmente destruída, Billy e Rebecca conversavam.
- Ok, agora da pra contar aqui o que realmente está acontecendo? – pergunta Rebecca tentando limpar o sangue da calça. 

- Pode parecer brincadeira, mas existe um zumbi que fala.
- Igual ao Dr. Marcus?
- Não sei se podemos compará-los. Mas ele tem uma ligação direta com o que está acontecendo nessa cidade, talvez no país. 

Rebecca permaneceu em silêncio tentando aceitar a noticia. 

- Seu nome é Henrry, e adivinha onde ele trabalhava?
- Umbrella... – O som de desgosto sai da boca de Rebecca.
- Bingo!! Por uma infeliz coincidência existe uma filial em Chicago, e além disso ele me pediu um favor.
- Como assim “um favor” ?
- Uma tal de Raposa Azul, ela é o segredo de tudo o que está acontecendo. 

- Raposa Azul.... – O tom era desagradável.
- Você já ouviu falar dela? – pergunta Billy.
- .... não, só achei o som familiar... - ela estava muito insegura, mas se lembra de uma coisa - Meu namorado!
- Namorado? – pergunta Billy com cara de que não esta entendendo.
- Sim, nos conhecemos após o incidente na Mansão, em Raccoon City. Ele deve estar em perigo.

Billy se levanta em silêncio sem olhar para Rebecca.
- ... Se eu ajudar a salvar seu namorado, você vêm comigo para Chicago?
- O que você acha? Claro que sim, não se esqueça, ainda somos uma equipe. – responde Rebecca muito agradecida.


A porta do apartamento se abre lentamente, não havia sinal de vida, ou será que havia?

Rebecca entra cuidadosamente, seus pés silenciosos fazem o chão de madeira ranger. 
- Ray – chamou ela não muito alto – Você está ai?
Nenhum som, nenhuma voz em resposta, continuou a andar pelo apartamento, ascendendo às luzes, o local estava absolutamente vazio.


Alguém estava escondido num armário. Do seu ponto de vista dois vultos passavam diante seus olhos.

“Essas coisas estão em todo lugar.”
A porta se abre e essa pessoa sai, ao se virar viu um homem que em seu ponto de vista era bem alto, tentando se esgueirar ate a escada o homem boceja e um leve gemido sai de sua boca.




Ao escutar o gemido Billy se vira rapidamente e se depara com uma pequena garota que aparentava ter uns 14 anos.

Billy a olha, de cima tinha relativamente o mesmo tamanho de Rebecca.
- Billy o que está acontecendo ai fora? – pergunta Rebecca de dentro do apartamento.
- Uma sobrevivente – responde ele sem tirar os olhos da garota.
- Qual seu nome menina?
A menina o olhava com espanto, mas de repente seu olhar mudo de uma indefesa menina para o olhar de uma mulher segura de si mesma.
- Michele, Michele Woltz. E você? Quem é você.
- Olha como fala comigo tampinha - responde Billy irritado pelo tom de voz imponente da garota.
- Calma Billy – Rebecca tinha se aproximado – Desculpe a grosseria desse bruta montes – diz Rebecca sorrindo para a menina. Sou Rebecca Chambers, esse mal encarado ai se chama Billy Coen pode até não parecer, mas ele tem bom coração.
- Coen?! – a garota pronuncia o nome de Billy como se fosse algo familiar.
- Tenente Coen – continua a garota num tom de voz frio e impessoal – punido pelo assassinato em massa de 23 pessoas, ao ser transportado para a prisão consegue fugir, os oficias que o escoltavam foram mortos ou melhor assassinados... Dado como morto a seguir por Rebecca Chambers.
Rebeca estava pasma depois de ter ouvido aquilo, mas Billy simplesmente permanecia serio.
- Quem é você?- perguntou Billy
- Eu te odeio Coen.
- Quem é você – o tom de voz de Billy estava aumentando
- Você deveria estar morto há muito tempo – respondeu a garota friamente.
- Quem é você droga!- explodiu Billy
- Meu pai era um dos guardas que estavam de escoltando no dia que você fugiu você o matou e essa vagabunda te encobriu!
- Tenha calma Michele – diz Rebecca entrando na conversa – você não faz idéia do que aconteceu naquele dia.
- Nunca pensei que encontraria a pessoa que mais odeio no mundo – continua a garota olhando diretamente para Billy – e saber que você esta vivo, ou melhor, acobertado!
A paciência de Billy tinha chegado ao fim. Ele vai em direção a garota que começa a dar uns passos para trás, mas não adianta ele estava na frente dela e a prensou contra a parede.
- AGORA É VOCÊ QUEM VAI ME OUVIR!


Fim do Segundo Capitulo

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Fanfics: Resident Evil - A Raposa Azul (Parte 1)

A volta dos mortos, mas vivos...

19 de Março, 1999, 19h50min


Uma típica noite em Nova Yorque, as luzes de uma das cidades mais movimentadas do mundo começavam a se acender no começo de uma noite de primavera. A fumaça dos carros e o tempo nublado no céu não deixavam transparecer a beleza do céu noturno. Nova York repleta de contrastes, cheia de ruas movimentadas com pessoas andando em seus passos rápidos sem olhar para os lados, luxo e miséria convivendo num mesmo lugar, à noite em Nova Yorque no início daquela primavera não parecia ter nada de diferente...
Num beco da cidade, onde não se podia enxergar quase nada devida a escuridão, a sombra de um homem perambula pelo beco ignorando as sombras e o mau-cheiro.
-Um... Um... brella- a voz de um jovem se distorcia constantemente entre os gemidos- até onde vocês irão(cof, cof) chegar?
A sombra cai na escuridão do beco e gritos agonizantes de dor rasgam a noite dessa cidade.

20 de Março, 1999, 9:05h
-Rebecca, Rebecca...? Acorda.
Uma voz doce desperta Rebevca do seu estado de sonolência. A cortina estava aberta deixando que a luz fraca do sol da manhã entrasse livremente pelo quarto. Abriu os olhos lentamente, vendo a imagem de seu namorado Rayan Slovan sentado na cama.
- Que horas são Ray?
- 9:00 horas ainda.
-Ah, ta cedo... – Rebeca vira para o lado tentando se entregar mais uma vez ao sono quando finalmente percebeu o horário - O QUÊÊÊÊÊ???? Eu to super-atrasada!
Rebecca saiu da cama num pulo jogando o edredom no chão, apanhou a primeira roupa limpa que encontrou no armário e foi correndo para o banheiro. 
- Rebecca calma, você não ta tão atrasada assim. 
- Ah, não mesmo só estou atrasada 01h30min! Ray por que você não me acordou antes, heim?
- É que você estava tão linda dormindo que eu não quis acabar com seu sono.
Rebeca sentiu o rosto ficar vermelho, mas teve que admitir Ray sabia muito bem como agrada-la com o que lhe dizia.
Saiu do banho completamente arrumada suas roupas tinham três cores diferentes, roxo, azul e preto, seu cabelo lavado e penteado estava um pouco maior que a 8 meses atrás no incidente da Mansão, mas a beleza continuava a mesma.
Rayan continuava sentado na cama simplesmente observando sua namorada.
- Já to indo Ray, o professor deve ta uma fera comigo. – disse Rebeca dando uma ultima olhada no espelho.
- Ah e o meu beijo?
Rebecca vai em sua direção beijando os lábios de seu namorado delicadamente, vira e segue apressada em direção a porta.
- Cuidado para não se atrasar.
- Não se preocupe Ray- diz Rebeca com um sorriso nos lábios- mais atrasada que já estou é impossível.

Rebecca fechou a porta e Rayan continuou a sorrir. 


Descendo as escadas rapidamente Rebecca coloca a mão no bolso de sua calça e puxa uma gargantilha com um pingente verde.
- Não posso me esquecer disso...

Numa imensa avenida movimentada da cidade de Nova Yorque, a multidão de pessoas caminhava para mais um dia comum de trabalho, mas dentre a multidão um homem se destacava entre todos, tanto pelo seu tamanho, como pelo seu jeito de andar vestia um terno azul marinho com uma calça preta e uma camiseta branca esse era Billy Coen.
Um grito invade a avenida, pessoas correm desesperadas, esbarrando em Billy e invadindo a avenida repleta de carros, o mar de gente impede Billy de se movimentar, ele tenta romper a barreira de pessoas correm no sentido contrario de onde o grito veio. Em pouco tempo seus olhos presenciam a cena.
Três corpos caídos no chão formando uma poça de sangue e alguém parado de pé com a camisa ensopada de sangue olhando a cena.
O jovem possuía os olhos amarelos seu corpo era magro, e o vermelho do sangue manchava toda a extensão de sua camisa branca.
Billy jogou o terno azul marinho no chão.
- Ta de zuação com a minha cara, até aqui vocês me perseguem...
E se posicionou pra lutar com as mãos vazias, ele não tinha armas. 


Rebecca estava sentada no táxi olhando pelo vidro a cidade Nova York, seu ritmo caótico, seu transito louco seus habitantes surpreendentes, definitivamente Nova York era uma cidade onde você poderia encontrar de tudo.
O motorista do táxi escutava uma estação muito famosa da cidade ouvindo uma daquelas músicas que essas rádios sempre tocam, quando a musica foi interrompida e uma voz no radio anunciou:
- “Canibais atacam Nova York.”
- O que? – pensou Rebecca alarmada.
- Por favor, senhor aumente o som do rádio.
- Claro senhorita.
A voz no radio continuava a anunciar.
“ ... algo de muito estranho esta acontecendo em Nova York, em cada ponto da cidades vários casos de ataques canibais foram confirmados, a cidade esta entrando em colapso, o número de vítimas aumenta a cada minut... Fred o que esta acontecendo?”

A voz de um outro homem em desespero invadiu a transmissão .....
“ AH MEUS DEUS NÃO SE APROXIME....”


A transmissão foi interrompida, Rebecca sentiu o coração gelar naquele momento.
- É melhor o senhor tomar cuidado – disse ela se inclinando para frente para que o taxista pudesse ouvi-la.
O taxista soltava sangue pelos olhos escancarados e opacos. O carro estava desgovernado subindo na calçada e acertando as pessoas.
- Mas o que...
Não houve tempo para Rebecca terminar a frase o táxi desgovernado invadiu uma loja destruindo tudo pelo caminho indo parar na parede.


O zumbi olhava para Billy com seus olhos amarelos de uma maneira diferente do normal.
- Ate parece que você esta pensando – disse ele para a criatura- ou isso será apenas uma impressão minha.
O zumbi parte em direção a Billy, Billy age instintivamente tentando acertar um soco na cara do zumbi que desvia o corpo jogando seu peso contra Billy prensando contra a parede.
- “GH”... Vocês não eram assim no meu tempo. 
- Não me compare com aquelas meras sanguessugas - responde o zumbi com uma voz seca e áspera. 
Billy não conseguiu reagir ao perceber que o zumbi tinha falado. 
- Está impressionado... Billy Coen – o zumbi exibia um sorrisinho asqueroso. 
- Mas... que merda é essa...

A porta do táxi é arrombada de dentro para fora, Rebecca sai com as roupas amarrotadas alguns arranhões no braço e um corte na testa.
- Ai... Ai... Por que tudo assim tão de repente? Tenho que sair daqui, eu sei o que vai acontecer com aquele ali – diz Rebecca se referindo ao motorista do táxi.
Sai da loja completamente destruída e se depara com uma Nova York mergulhada no caos. Carros estão abandonados no meio da rua, há focos de incêndios em vários lugares as poucas pessoas correm na rua totalmente·desorientadas, gentes gritando e pedindo socorro com feridas expostas. 
“ Rayan – pensa Rebecca vendo aquela cena - Eu preciso salva-lo.”
Rebecca começa a correr o máximo que pode fazendo o mesmo trajeto de volta ao seu apartamento, ao virar em uma esquina se depara com um zumbi que  a ataca derrubando-a no chão, o zumbi só produzia alguns grunhidos, Rebecca tenta lutar contra o zumbi tentado tirar ele de cima dela.
A boca do zumbi se aproxima do seu pescoço e a saliva grossa e espessa cai ao seu lado que começa a borbulhar, era acida.
- Grhh... Já enfrentei coisas piores que VOCÊ!!
Rebecca da um soco na cara do zumbi que cambaleia, mas não o suficiente... 

Billy estava de costas para o zumbi. 
- Então, tudo isso é verdade? – pergunta Billy com uma voz muito séria. 
- Sim...
- Henrry, do jeito que você ta falando, significa que esse país está condenado.
- Exatamente... e como eu disse apenas você pode me ajudar, vá para Chicago e encontre a Raposa Azul, na filial da Umbrella.
- Sim...
Billy sai correndo, e Henrry, como Billy tinha chamado o zumbi, desaparece novamente da escuridão do beco.

Nunca Rebecca tinha corrido um risco tão grande de morrer, a boca do zumbi se encontrava novamente a centímetros do seu pescoço. Quando ela ouve um baque muito forte e vê a cabeça do zumbi sendo arremessada para o outro lado. 
- Esta precisando de ajuda senhorita?- pergunta uma voz atrás de suas costas. 
- Muito obrigada - ao se virar Rebecca leva um susto. 
- Há quanto tempo, “Criança...”
-... Billy!!



                       Fim do Primeiro Capitulo