A volta dos mortos, mas vivos...
19 de Março, 1999, 19h50min
Uma típica noite em Nova Yorque , as luzes de uma das cidades mais movimentadas do mundo começavam a se acender no começo de uma noite de primavera. A fumaça dos carros e o tempo nublado no céu não deixavam transparecer a beleza do céu noturno. Nova York repleta de contrastes, cheia de ruas movimentadas com pessoas andando em seus passos rápidos sem olhar para os lados, luxo e miséria convivendo num mesmo lugar, à noite em Nova Yorque no início daquela primavera não parecia ter nada de diferente...
Num beco da cidade, onde não se podia enxergar quase nada devida a escuridão, a sombra de um homem perambula pelo beco ignorando as sombras e o mau-cheiro.
-Um... Um... brella- a voz de um jovem se distorcia constantemente entre os gemidos- até onde vocês irão(cof, cof) chegar?
A sombra cai na escuridão do beco e gritos agonizantes de dor rasgam a noite dessa cidade.
20 de Março, 1999, 9:05h
-Rebecca, Rebecca...? Acorda.
Uma voz doce desperta Rebevca do seu estado de sonolência. A cortina estava aberta deixando que a luz fraca do sol da manhã entrasse livremente pelo quarto. Abriu os olhos lentamente, vendo a imagem de seu namorado Rayan Slovan sentado na cama.
- Que horas são Ray?
- 9:00 horas ainda.
-Ah, ta cedo... – Rebeca vira para o lado tentando se entregar mais uma vez ao sono quando finalmente percebeu o horário - O QUÊÊÊÊÊ???? Eu to super-atrasada!
Rebecca saiu da cama num pulo jogando o edredom no chão, apanhou a primeira roupa limpa que encontrou no armário e foi correndo para o banheiro.
- Rebecca calma, você não ta tão atrasada assim.
- Ah, não mesmo só estou atrasada 01h30min! Ray por que você não me acordou antes, heim?
- É que você estava tão linda dormindo que eu não quis acabar com seu sono.
Rebeca sentiu o rosto ficar vermelho, mas teve que admitir Ray sabia muito bem como agrada-la com o que lhe dizia.
Saiu do banho completamente arrumada suas roupas tinham três cores diferentes, roxo, azul e preto, seu cabelo lavado e penteado estava um pouco maior que a 8 meses atrás no incidente da Mansão, mas a beleza continuava a mesma.
Rayan continuava sentado na cama simplesmente observando sua namorada.
- Já to indo Ray, o professor deve ta uma fera comigo. – disse Rebeca dando uma ultima olhada no espelho.
- Ah e o meu beijo?
Rebecca vai em sua direção beijando os lábios de seu namorado delicadamente, vira e segue apressada em direção a porta.
- Cuidado para não se atrasar.
- Não se preocupe Ray- diz Rebeca com um sorriso nos lábios- mais atrasada que já estou é impossível.
Rebecca fechou a porta e Rayan continuou a sorrir.
Descendo as escadas rapidamente Rebecca coloca a mão no bolso de sua calça e puxa uma gargantilha com um pingente verde.
- Não posso me esquecer disso...
Numa imensa avenida movimentada da cidade de Nova Yorque, a multidão de pessoas caminhava para mais um dia comum de trabalho, mas dentre a multidão um homem se destacava entre todos, tanto pelo seu tamanho, como pelo seu jeito de andar vestia um terno azul marinho com uma calça preta e uma camiseta branca esse era Billy Coen.
Um grito invade a avenida, pessoas correm desesperadas, esbarrando em Billy e invadindo a avenida repleta de carros, o mar de gente impede Billy de se movimentar, ele tenta romper a barreira de pessoas correm no sentido contrario de onde o grito veio. Em pouco tempo seus olhos presenciam a cena.
Três corpos caídos no chão formando uma poça de sangue e alguém parado de pé com a camisa ensopada de sangue olhando a cena.
O jovem possuía os olhos amarelos seu corpo era magro, e o vermelho do sangue manchava toda a extensão de sua camisa branca.
Billy jogou o terno azul marinho no chão.
- Ta de zuação com a minha cara, até aqui vocês me perseguem...
E se posicionou pra lutar com as mãos vazias, ele não tinha armas.
Rebecca estava sentada no táxi olhando pelo vidro a cidade Nova York, seu ritmo caótico, seu transito louco seus habitantes surpreendentes, definitivamente Nova York era uma cidade onde você poderia encontrar de tudo.
O motorista do táxi escutava uma estação muito famosa da cidade ouvindo uma daquelas músicas que essas rádios sempre tocam, quando a musica foi interrompida e uma voz no radio anunciou:
- “Canibais atacam Nova York.”
- O que? – pensou Rebecca alarmada.
- Por favor, senhor aumente o som do rádio.
- Claro senhorita.
A voz no radio continuava a anunciar.
“ ... algo de muito estranho esta acontecendo em Nova York , em cada ponto da cidades vários casos de ataques canibais foram confirmados, a cidade esta entrando em colapso, o número de vítimas aumenta a cada minut... Fred o que esta acontecendo?”
A voz de um outro homem em desespero invadiu a transmissão .....
“ AH MEUS DEUS NÃO SE APROXIME....”
A transmissão foi interrompida, Rebecca sentiu o coração gelar naquele momento.
- É melhor o senhor tomar cuidado – disse ela se inclinando para frente para que o taxista pudesse ouvi-la.
O taxista soltava sangue pelos olhos escancarados e opacos. O carro estava desgovernado subindo na calçada e acertando as pessoas.
- Mas o que...
Não houve tempo para Rebecca terminar a frase o táxi desgovernado invadiu uma loja destruindo tudo pelo caminho indo parar na parede.
O zumbi olhava para Billy com seus olhos amarelos de uma maneira diferente do normal.
- Ate parece que você esta pensando – disse ele para a criatura- ou isso será apenas uma impressão minha.
O zumbi parte em direção a Billy, Billy age instintivamente tentando acertar um soco na cara do zumbi que desvia o corpo jogando seu peso contra Billy prensando contra a parede.
- “GH”... Vocês não eram assim no meu tempo.
- Não me compare com aquelas meras sanguessugas - responde o zumbi com uma voz seca e áspera.
Billy não conseguiu reagir ao perceber que o zumbi tinha falado.
- Está impressionado... Billy Coen – o zumbi exibia um sorrisinho asqueroso.
- Mas... que merda é essa...
A porta do táxi é arrombada de dentro para fora, Rebecca sai com as roupas amarrotadas alguns arranhões no braço e um corte na testa.
- Ai... Ai... Por que tudo assim tão de repente? Tenho que sair daqui, eu sei o que vai acontecer com aquele ali – diz Rebecca se referindo ao motorista do táxi.
Sai da loja completamente destruída e se depara com uma Nova York mergulhada no caos. Carros estão abandonados no meio da rua, há focos de incêndios em vários lugares as poucas pessoas correm na rua totalmente·desorientadas, gentes gritando e pedindo socorro com feridas expostas.
“ Rayan – pensa Rebecca vendo aquela cena - Eu preciso salva-lo.”
Rebecca começa a correr o máximo que pode fazendo o mesmo trajeto de volta ao seu apartamento, ao virar em uma esquina se depara com um zumbi que a ataca derrubando-a no chão, o zumbi só produzia alguns grunhidos, Rebecca tenta lutar contra o zumbi tentado tirar ele de cima dela.
A boca do zumbi se aproxima do seu pescoço e a saliva grossa e espessa cai ao seu lado que começa a borbulhar, era acida.
- Grhh... Já enfrentei coisas piores que VOCÊ!!
Rebecca da um soco na cara do zumbi que cambaleia, mas não o suficiente...
Billy estava de costas para o zumbi.
- Então, tudo isso é verdade? – pergunta Billy com uma voz muito séria.
- Sim...
- Henrry, do jeito que você ta falando, significa que esse país está condenado.
- Exatamente... e como eu disse apenas você pode me ajudar, vá para Chicago e encontre a Raposa Azul, na filial da Umbrella.
- Sim...
Billy sai correndo, e Henrry, como Billy tinha chamado o zumbi, desaparece novamente da escuridão do beco.
Nunca Rebecca tinha corrido um risco tão grande de morrer, a boca do zumbi se encontrava novamente a centímetros do seu pescoço. Quando ela ouve um baque muito forte e vê a cabeça do zumbi sendo arremessada para o outro lado.
- Esta precisando de ajuda senhorita?- pergunta uma voz atrás de suas costas.
- Muito obrigada - ao se virar Rebecca leva um susto.
- Há quanto tempo, “Criança...”
-... Billy!!
Fim do Primeiro Capitulo

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