O Encontro no Metrô Parte 1
A cena estava feita, Billy olhava para a garota de cima a baixo, ele havia encurralado ela definitivamente ela não tinha como sair dali.- Agora presta atenção...
- Eu não vou escutar um assassino! – respondeu a garota em tom de ameaça.
- Se não me ouvir jamais saberá a verdade. - O tom da voz de Billy era muito serio.
Rebecca se aproxima dos dois e olha com ternura para a pequena, mas nada frágil Michele.
- Escuta Michele, Billy não é um assassino – diz Rebecca tentando acalmar a garota – ele não matou seu pai.
- Você esta acobertando ele de novo – a garota olhava para Rebecca cheia de ódio – você é uma falsa.
- Fique fora disso Rebecca – disse Billy muito serio – Agora me escuta garota. Naquele dia quando eu estava sendo transportado...
Michele começa a gritar para que não ouvisse Billy, tapou os ouvidos com as mãos e seus gritos invadiram todo o cômodo, a garota estava fora de si. Billy pareceu não se incomodar com isso apenas aumentou o tom de voz e continuou a falar.
- Houve um ataque de...
Uma mãe e seu filho corriam dos zumbis, valia lembrar que apesar de serem zumbis eles não eram decompostos, apenas sai sangue de seus olho, o sol clareava a cena deixando tudo mais fácil de conseguir enxergar.
- Mamãe eu estou com medo – diz o garotinho choramingando
- Não se preocupe meu filho – responde a mãe querendo acalmar a criança – nada vai acontecer com você.
Eles continuavam a correr, quando uma sinistra sombra esconde a luz do sol.
- Mamãe o que é aquilo? – pergunta o menino assustado
Ambos olham para cima e vêem uma nuvem negra vindo em sua direção
- Aquilo são... CORVOS?! – A mulher grita aflita.
Os corvos atacam os dois, o negro de suas penas se mistura com o vermelho sangue de suas presas.
Quando os corvos já não tinham mais o que tirar de seu banquete os gritos de Michele logo ali naquele prédio, chama a atenção deles, que seguem em direção ao prédio e aos gritos.
O vidro se espatifa em milhões de caquinhos e uma revoada de corvos invade o prédio e todos são atacados.
O vidro se espatifa em milhões de caquinhos e uma revoada de corvos invade o prédio e todos são atacados.
- CORRAM! – Billy grita para as duas.
Ele puxa Michele pelo braço descendo com Rebecca as escadas logo em frente, o desespero dos três aumenta a cada degrau, os corvos seguem suas presas cortando caminhos entre os vão das escadas e os seguindo mais atrás.
Alguns corvos atacavam Billy que os socava, eles eram frágeis, mas estavam em grande quantidade.
Do quinto andar onde estavam até o térreo o caminho nunca parecera tão comprido. Enfim eles conseguem sair.
Michele olha para trás os corvos pareciam fazer uma espiral ao redor do prédio.
- Por aqui – grita Rebecca – Vamos para o metrô.
Os dois concordam e saem correndo atrás de Rebecca que ia em direção ao metrô... Sim o metrô parecia ser uma ótima idéia.
Os portões do metrô de Nova York são fechados, a grade impedia a entrada dos corvos, todos estavam aliviados.
Rebecca e Billy olhavam cansados para Michele que caminhava muito a frente deles descendo as escadas.
- Quando você vai contar a ela sobre o ataque? - pergunta Rebecca.
- Não sei. Você já reparou que toda vez que começamos a falar de um assunto sério somos interrompidos?
- Sim – Rebecca ri ao ouvir isso – Até parece uma maldição.
Ambos caem na gargalhada.
Michele olha para trás observando os dois seus pensamentos eram muito claros. “Coen e Chambers rindo numa situação dessas. Eles são da mesma laia, e eu vou mata-los quando menos esperarem.”
Billy depois do ataque de riso volta a falar serio.
- Bem o que acha de pegarmos um metrô e darmos o fora daqui?
- Acho uma ótima idéia – responde Rebecca.
Os dois se levantam e vão ate Michele.
- Ok... E a energia? – Michele pergunta num tom cínico, olhando para Billy e Rebecca que estavam na frente na frente do metrô.
- Pelo menos, aqui não tem... – Billy pulou colocando a mão na boca de Rebecca impedindo que ela terminasse a frase.
- Já conversamos sobre esse assunto – diz ele para Rebecca, realmente ele estava desesperado.
- Do que vocês estão falando? – Michele pergunta entrando na conversa.
-... Nada – respondem ambos com um sorriso no rosto.
- Rebecca – diz Billy de volta ao tom normal – cuida da nossa “menina cabeça dura”. Vou lá dar um jeito nessa energia.
- Quem é “menina cabeça dura “? – pergunta Michele indignada.
- Olha o chapéu serviu direitinho, né? – Billy sai soltando altas
gargalhadas.
- Coen seu maldito!
O grito de Michele ecoa por toda a estação, ate chamar a atenção de um vulto na escuridão.
Caminhando com cautela e silenciosamente pela estação do metrô, Billy chega até uma porta onde vê escrito “Entrada permitida somente para funcionários”. Sem pensar duas vezes Billy entra no lugar.
Caminhando com cautela e silenciosamente pela estação do metrô, Billy chega até uma porta onde vê escrito “Entrada permitida somente para funcionários”. Sem pensar duas vezes Billy entra no lugar.
- Nossa – diz Billy baixo para si mesmo na escuridão – impressão minha ou esta ficando cada vez mais escuro?
- Impressão sua – responde uma voz saindo das trevas assustando Billy pra valer.
- Quem esta ai? Apareça.
Henrry sai da escuridão mostrando seu corpo suas veias estavam mais saltadas sob a pele mais branca do que no último encontro.
- Henrry? O que faz aqui?
- Vim te avisar de um perigo maior – responde simplesmente o zumbi.
Billy fica apreensivo tentando imaginar que perigo maior seria esse.
- Aquelas garotas com você.
- Sim Rebecca e Michele.
- Isso, uma delas tem algo que realmente me da medo – responde um zumbi com um semblante misterioso.
- Como assim? – pergunta Billy sem entender nada.
- Quando vocês estavam conversando no prédio, eu senti algo realmente assustador.
- No prédio? – Billy não estava entendendo mais nada – Você estava-nos seguindo.
- Sim
- Affs – diz Billy tentando não ligar pra isso naquele momento – Enfim, que seja, uma delas esta contaminada é isso?
- Eu não disse nada sobre contaminação – responde o zumbi – falo sobre uma presença maligna digamos assim – e continuou num tom misterioso – não tire os olhos delas.
- Esta bem, farei isso.
- Pode ir, eu ligo a energia pra você.
Billy sai da sala fechando a porta atrás de si. Mas uma coisa não saia de sua mente Henrry andara observando o tempo todo.
As luzes na plataforma do metrô começam a se ascender gradativamente.
- Pelo menos ele não é mentiroso.
Rebecca e Michele vêem as luzes do metrô irem se ascendendo.
- Bom vamos entrar? – convida Rebecca gentilmente.
Mas a garota simplesmente olha para Rebecca assustada.
- O que foi Michele?
- Seus olhos... Estão...
- O que tem meus olhos? – pergunta Rebecca alarmada.
- Eles estão... Amarelos... – Michele estava mais do que apavorada, estava em pânico.
Fim do Terceiro Capitulo
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