A morte acompanha a todos.

- Billy! – grita Rebeca com um largo sorriso estampado no rosto.
- O próprio – responde Billy Coen com ar de superior – e olha que nem mudei o visual.
Rebecca se atira nos braços de Billy recebendo um abraço mais do que desejado.
- Como você chegou aqui?
- Não é tempo pra papo furado. Você já sabe o que está acontecendo?
- A única coisa que sei é que a Umbrella está atacando novamente, e os nossos velhos amigos zumbis estão de volta.
- Engano seu, esses não são nossos velhos amigos.
- Como assim?
- Esse é um novo vírus...
A fala de Billy foi interrompida por um som assustador.
- Esse som é de um...
Billy e Rebecca olham para trás assustados.
Dentro de um avião que sobrevoava a cidade de Nova York, um piloto conversava com seu co-piloto alarmado.
- Mas o que está acontecendo com essa cidade? Ela está um caos completo, perdemos a comunicação com a torre... Hey Lee você ta me ouvindo?
Quando o piloto olha para o amigo, vê que de seus olhos estavam caindo lágrimas de sangue.
- Ai meu Deus!
Lee avança sobre o piloto que perde o controle da aeronave, e bate uma das asas num dos arranha-céus de Nova York.
O avião estava condenado.
Billy e Rebeca olham apavorados para o avião, vindo em suas direção.
- Corre Rebecca! – grita Billy em meio ao barulho produzido pelo avião.
Os dois partem em disparada, o avião bate a ponta no chão, acertando algumas pessoas, o som produzido pelo impacto é estrondoso, o impacto fora tão forte que a ponta do avião se levanta e faz ele virar; Billy e Rebecca estavam exatamente embaixo da ponta do avião, ele continuava a cair.
- Billy e agora? – grita Rebecca desesperada
Rapidamente ele analisa a situação. Um avião em cima de suas cabeças e nenhum beco, nenhuma saída, somente janelas... JANELAS.
Billy puxa Rebecca pelo braço e vão em direção há uma das janelas do prédio.Eles se arremessam para dentro ouvindo o estilhaçar do vidro, Billy usa seu corpo para proteger Rebecca. O avião bate no chão e explode as chamas engolem o prédio, matando dezenas de pessoas que estavam dentro e fora dele.
Quatro horas depois da explosão, a cidade já estava completamente entregue ao caos absoluto, prédios, carros, corpos, sangue e zumbis espalhavam-se por todos os lados da cidade, todo tipo de cena trágica podia se ver. Nova York era uma cidade morta.
Numa sorveteria parcialmente destruída, Billy e Rebecca conversavam.
- Ok, agora da pra contar aqui o que realmente está acontecendo? – pergunta Rebecca tentando limpar o sangue da calça.
- Pode parecer brincadeira, mas existe um zumbi que fala.
- Igual ao Dr. Marcus?
- Não sei se podemos compará-los. Mas ele tem uma ligação direta com o que está acontecendo nessa cidade, talvez no país.
Rebecca permaneceu em silêncio tentando aceitar a noticia.
- Seu nome é Henrry, e adivinha onde ele trabalhava?
- Umbrella... – O som de desgosto sai da boca de Rebecca.
- Bingo!! Por uma infeliz coincidência existe uma filial em Chicago, e além disso ele me pediu um favor.
- Como assim “um favor” ?
- Uma tal de Raposa Azul, ela é o segredo de tudo o que está acontecendo.
- Raposa Azul.... – O tom era desagradável.
- Você já ouviu falar dela? – pergunta Billy.
- .... não, só achei o som familiar... - ela estava muito insegura, mas se lembra de uma coisa - Meu namorado!
- Namorado? – pergunta Billy com cara de que não esta entendendo.
- Sim, nos conhecemos após o incidente na Mansão, em Raccoon City. Ele deve estar em perigo.
Billy se levanta em silêncio sem olhar para Rebecca.
- ... Se eu ajudar a salvar seu namorado, você vêm comigo para Chicago?
- O que você acha? Claro que sim, não se esqueça, ainda somos uma equipe. – responde Rebecca muito agradecida.
A porta do apartamento se abre lentamente, não havia sinal de vida, ou será que havia?
Rebecca entra cuidadosamente, seus pés silenciosos fazem o chão de madeira ranger.
- Ray – chamou ela não muito alto – Você está ai?
Nenhum som, nenhuma voz em resposta, continuou a andar pelo apartamento, ascendendo às luzes, o local estava absolutamente vazio.
Alguém estava escondido num armário. Do seu ponto de vista dois vultos passavam diante seus olhos.
“Essas coisas estão em todo lugar.”
A porta se abre e essa pessoa sai, ao se virar viu um homem que em seu ponto de vista era bem alto, tentando se esgueirar ate a escada o homem boceja e um leve gemido sai de sua boca.
Ao escutar o gemido Billy se vira rapidamente e se depara com uma pequena garota que aparentava ter uns 14 anos.
Billy a olha, de cima tinha relativamente o mesmo tamanho de Rebecca.
- Billy o que está acontecendo ai fora? – pergunta Rebecca de dentro do apartamento.
- Uma sobrevivente – responde ele sem tirar os olhos da garota.
- Qual seu nome menina?
A menina o olhava com espanto, mas de repente seu olhar mudo de uma indefesa menina para o olhar de uma mulher segura de si mesma.
- Michele, Michele Woltz. E você? Quem é você.
- Olha como fala comigo tampinha - responde Billy irritado pelo tom de voz imponente da garota.
- Calma Billy – Rebecca tinha se aproximado – Desculpe a grosseria desse bruta montes – diz Rebecca sorrindo para a menina. Sou Rebecca Chambers, esse mal encarado ai se chama Billy Coen pode até não parecer, mas ele tem bom coração.
- Coen?! – a garota pronuncia o nome de Billy como se fosse algo familiar.
- Tenente Coen – continua a garota num tom de voz frio e impessoal – punido pelo assassinato em massa de 23 pessoas, ao ser transportado para a prisão consegue fugir, os oficias que o escoltavam foram mortos ou melhor assassinados... Dado como morto a seguir por Rebecca Chambers.
Rebeca estava pasma depois de ter ouvido aquilo, mas Billy simplesmente permanecia serio.
- Quem é você?- perguntou Billy
- Eu te odeio Coen.
- Quem é você – o tom de voz de Billy estava aumentando
- Você deveria estar morto há muito tempo – respondeu a garota friamente.
- Quem é você droga!- explodiu Billy
- Meu pai era um dos guardas que estavam de escoltando no dia que você fugiu você o matou e essa vagabunda te encobriu!
- Tenha calma Michele – diz Rebecca entrando na conversa – você não faz idéia do que aconteceu naquele dia.
- Nunca pensei que encontraria a pessoa que mais odeio no mundo – continua a garota olhando diretamente para Billy – e saber que você esta vivo, ou melhor, acobertado!
A paciência de Billy tinha chegado ao fim. Ele vai em direção a garota que começa a dar uns passos para trás, mas não adianta ele estava na frente dela e a prensou contra a parede.
- AGORA É VOCÊ QUEM VAI ME OUVIR!
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